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Redes Sociais

As redes sociais facilitam as relações interpessoais, potenciando a comunicação entre as pessoas e até que se (re)encontrem amizades perdidas no tempo. Mas temos de ter em conta que tudo o que fazemos pode ser visto por alguém. 

Por conseguinte, deve seguir três conselhos fundamentais:

a) Não aceitar nas suas redes sociais pessoas que não conhece;
b) Evitar publicações indesejadas (sendo que para tal basta definir quem o pode identificar em fotos ou vídeos nas redes sociais);
c) Controlar a sua identificação (algo que é muito fácil fazer, mas varia consoante a rede social em questão):

i) Facebook vá a «Definições» e depois a «Cronologia e identificação» para selecionar o tipo de identificações que pretende. Para mais informações, siga esta ligação.
ii) Twitter: vá a «Marcação de Foto» dentro de «Privacidade e segurança».
iii) Instagram: qualquer pessoa pode identificá-lo em fotos, a menos que a tenha bloqueado. No entanto, reveja o «Centro de privacidade e segurança» dentro do menu «Ajuda» para ver as diferentes opções de que dispõe para preservar a sua privacidade.

É que se compararmos as redes sociais com a vida real, o potencial de propagação da informação (incluindo a nociva ou mal-intencionada) é francamente mais elevado, bem como a velocidade com que a mesma se espalha. Por tudo isto, deve pensar muito bem antes de dizer, nas redes sociais, o que tem, onde está ou para onde vai.

QUAIS SÃO AS MAIS POPULARES REDES SOCIAIS EM 2020

As mais populares redes sociais no mundo são: o Facebook (com 2.5 mil milhões de utilizadores), o Youtube e o Whatsapp (com 2 mil milhões de utilizadores cada), o Instagram (com cerca de mil milhões de utilizadores), o Tik Tok (com aproximadamente 800 milhões de utilizadores), o LinkedIn (com 467 milhões), o Twitter (com 386 milhões) e o Pinterest (com cerca de 366 milhões).

As redes sociais foram desenhadas para potenciar a interação entre as pessoas, permitindo que comuniquemos uns com os outros em qualquer parte do mundo e são, também por isso, excelentes ferramentas para manter contacto com familiares e amigos, criar grupos com interesses comuns e até vender produtos. 

COMO ADERIR A UMA REDE SOCIAL

Para aderir a uma rede social, seja ela o Facebook, o Instagram, o Twitter ou o TikTok, vai ter de se registar no serviço (que geralmente é gratuito). O registo implica a associação de uma conta de e-mail e, em alguns casos, de um número de telefone, bem como alguns dados pessoais do utilizador.

Assim que o registo esteja completo, o utilizador pode começar a utilizar o serviço, publicando, comentando e partilhando conteúdos para os seus amigos e/ou seguidores.

Diferenças entre as principais redes sociais

FACEBOOK

O Facebook é, porventura, a mais conhecida rede social do mundo com mais de 2.5 mil milhões de utilizadores. Foi criada em 2004, pela mão do fundador Mark Zuckerberg e outros três colegas universitários. 

A rede social é gratuita para os utilizadores – que só têm de fazer o registo – mas gera lucros de 18.485 milhões de dólares (cerca de 16.795 milhões de euros), o que significa uma descida de 16% face a 2018 (para o que muito contribuíram as multas aplicadas por vários reguladores por falhas de segurança que implicaram partilhas indevidas e não autorizadas de dados dos utilizadores, como foi o caso da Cambridge Analytica).

O Facebook funciona com um “mural”, que é uma espécie duma homepage, onde são apresentadas as publicações dos nossos amigos. As interações podem ser feitas comentando a publicação ou utilizando o botão “like” (gosto). Nesta rede social, é ainda possível falar de forma mais privada com o “Facebook Messenger”, jogar jogos online e comprar produtos através dos variados “marketplaces”.

INSTAGRAM 

O Instagram é uma rede social cujo foco é a partilha de fotos e vídeos, permitindo aos seus utilizadores uma personalização simples e rápida, por meio de filtros digitais, e conta atualmente com mais de mil milhões de utilizadores.

O Instagram foi criado por dois colegas, Kevin Systrom e Mike Krieger, que lançaram a rede social em 2010 e que, em 2012, acabou por ser adquirida pelo Facebook por mil milhões de dólares.

Nos últimos anos, foram adicionadas novas funcionalidades (como as “Instastories”, que são fotos ou vídeos visíveis durante cerca de 10 segundos e que ficam disponíveis apenas durante 24 horas) e a rede social passou a investir mais em publicidade direcionada, sendo que, em 2019, gerou 20 mil milhões de dólares em receitas publicitárias.

SNAPCHAT

O Snapchat é uma aplicação, disponível para Android e iOS, que permite a partilha de fotos e vídeos (aos quais é depois possível adicionar texto e desenhos), sendo que cada publicação (snap) tem uma duração que varia entre 1 a 10 segundos, que depois ficam visíveis para os amigos durante um tempo definido.

O Snapchat foi criado e desenvolvido por três colegas universitários estadunidenses (Evan Spiegel, Bobby Murphy e Reggie Brown) e foi lançado em 2011, tendo tido uma grande adesão, sobretudo junto dos mais jovens, pela facilidade, transformação e perenidade das partilhas.

YOUTUBE

O YouTube é uma plataforma de partilha de vídeos que foi criada em 2005 por três ex-funcionários da PayPal (Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim) e o acesso é gratuito para todos os utilizadores (seja via browser ou através de apps para os sistemas Android e iOS). Em 2006 a Google adquiriu o YouTube por 1.65 mil milhões de dólares.

Nesta rede social é possível visualizar todo o tipo de vídeos e subscrever alguns canais / produtores de conteúdos (designados de Youtubers e que recebem uma verba pela disponibilização dos conteúdos em função do número de seguidores e de visualizações) para garantir que não perdemos nenhum novo lançamento (seja sobre carros, comédia, cultura ou músicas, só para dar alguns exemplos).

Nos últimos anos, o YouTube tem procurado expandir a oferta aos seus clientes, com o lançamento da Youtube TV, do YouTube GO, do YouTube Music e do YouTube Premium, que são serviços pagos pelos utilizadores e o ano de 2019 trouxe receitas superiores a 15 mil milhões de dólares.

TIK TOK

O Tik Tok é uma rede social de origem chinesa (cuja versão original se intitula de Douyin) lançada em 2016 e que permite a criação e partilha de vídeos de curta duração (até 60 segundos). A rede social é propriedade da empresa tecnológica chinesa ByteDance e conta com cerca de 800 milhões de utilizadores em todo o mundo.

A aplicação permite que os seus utilizadores gravem vídeos (geralmente) de si próprios e lhes adicionem músicas em segundo plano, podendo os mesmos ser acelerados ou abrandados, e ainda ser editados com vários filtros. 

A app permite, ainda, que todos ou apenas os amigos possam comentar ou enviar mensagens, podendo aqueles “reagir” ou “fazer dueto” (que permite que os utilizadores produzam um conteúdo tendo por base outro vídeo já existente, com ambos os vídeos a aparecerem lado a lado).

LINKEDIN

O LinkedIn é uma rede social de cariz profissional lançada em 2003 e que visa a criação de relacionamentos profissionais, com um descritivo dos utilizadores vocacionado para o ambiente empresarial permitindo, assim,  o contacto com colegas de profissão e acompanhamento de empresas.

O principal objetivo desta rede social é fomentar os contactos profissionais e facilitar a exposição da carreira académica e/ou profissional, para novos desafios profissionais ou apenas para conexão com os pares.

O LinkedIn foi adquirido, em 2015, pela Microsoft que pagou cerca de 26 mil milhões de dólares e conta com mais de 465 milhões de utilizadores e um crescimento anual na casa dos 19%.

TWITTER

O Twitter é uma rede social de acesso gratuito que permite aos utilizadores enviar e receber atualizações dos contactos seguidos. Um utilizador só pode escrever textos até 280 carateres (antes de 2019 estavam limitados a 140) e são denominados “tweets”.

O Twitter funciona, assim, como uma espécie de microblogger, porquanto a interação está limitada a pouco mais do que seguir e “retweetar” as publicações visualizadas (ou seja, replicar uma determinada publicação de um utilizador para a lista de seguidores próprios, dando crédito ao autor original).  

PINTEREST

O Pinterest é uma rede social vocacionada para a moda e lifestyle que foi lançada em 2010 e permite a partilha de imagens de interesses (seja roupa, acessórios, animais, hobbies, etc) que depois podem ser geridos e/ou guardados em coleções ou quadros (“boards”).

Esta rede social é, assim, utilizada para partilhar, guardar, classificar e gerir imagens (aqui denominadas “pins”) e outros conteúdos multimédia que são depois agrupados em coleções conhecidas como “pinboards” (onde se classificam em diferentes categorias, como moda, produtos eletrónicos, etc.).

Apps de conversação em grupo

Entre as redes sociais com características mais distintas, encontramos as denominadas aplicações de conversação, tenham elas um uso mais particular/privado (como o Whatsapp, o Viber ou o Telegram) ou uma utilização tradicionalmente mais profissional (como o Meets, o Zoom ou o Teams).

O objetivo destas apps é facilitar a comunicação, através de envio de mensagens escritas, partilha de imagens ou vídeos e realização de vídeo ou teleconferências. A pandemia da covid-19 foi um catalisador muito significativo para largos milhões de consumidores que tiveram de aprender a utilizar estas plataformas para continuarem a trabalhar ou a falar com a família e amigos. 

WHATSAPP

O Whatsapp é, de longe, a mais conhecida destas redes sociais de comunicação, permitindo aos seus utilizadores o envio de mensagens eletrónicas, vídeos e a realização de chamadas de voz e de videochamadas. Foi lançada em 2009 e está atualmente disponível em todas as plataformas (do Android até ao iOS, passando pelo Windows e Blackberry). Em 2014 foi adquirido pelo Facebook que pagou cerca de 16 mil milhões de dólares.

A forma de utilização do Whatsapp é francamente fácil, bastando descarregar gratuitamente a aplicação das lojas digitais oficiais (Play Store no Android e App Store no iOS), instalá-la no smartphone e criar uma conta (que vai utilizar o número de telefone do utilizador e sincronizar com os contactos existentes no equipamento). Depois é só interagir com os seus contactos.

VIBER

O Viber é uma aplicação de comunicação pessoal muito semelhante ao Whatsapp. Através desta app os utilizadores podem enviar e receber mensagens de texto e voz, bem como enviar imagens e vídeos. Foi lançada em 2010.

TELEGRAM

O Telegram é outra app de comunicação, que apresenta muitas semelhanças com o Whatsapp e com o Viber, mas cujo foco é a velocidade e a segurança (por via da criptografia das conversas), assim procurando garantir uma experiência de comunicação mais reservada. O Telegram foi lançado em 2013.

GOOGLE MEET

O Google Meet é um serviço de vídeo-comunicação desenvolvido e lançado pela Google em 2017 e que é descrito pelo gigante tecnológico norte americano como uma versão simples e profissional do serviço Google Hangouts (cuja substituição está a ser trabalhada desde 2019). 

Este serviço oferece a possibilidade de os utilizadores acederem a reuniões/ videoconferências tanto através da Internet/Web, como através das apps dos sistemas operativos Android e iOS, com evidentes vantagens de integração e sincronização com outros serviços Google (como o Calendário) e encriptação garantida de todas as chamadas.

Em abril de 2020 este serviço foi utilizado por mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que o modo gratuito permite a participação simultânea de 100 utilizadores (que compara com os 250 de limite no G-Suite e com os 25 no Hangouts), estando limitado a 60 minutos (a partir de setembro de 2020). Para utilizar o Meet, basta que o utilizador tenha uma conta Google.

ZOOM

O Zoom é um serviço de teleconferências remotas, lançado em 2013, que inclui videoconferências, reuniões online e colaboração móvel. A versão gratuita do serviço de videoconferência permite a utilização simultânea de 100 participantes, mas está limitada temporalmente a 40 minutos.

A pandemia relacionada coma covid-19 fez disparar a utilização do Zoom em mais de 67%, tendo sido o sistema preferido pelas escolas e empresas para continuarem a sua atividade (fossem aulas online ou reuniões à distância).

MICROSOFT TEAMS

O Teams é uma plataforma de comunicação e colaboração interpessoal que foi lançada em 2016 pela Microsoft e que visa a realização de videoconferências, a partilha de documentos, o armazenamento de dados e a integração com os sistemas da Microsoft.

A Microsoft anunciou que o Teams atingiu os 44 milhões de utilizadores em abril de 2020 e, por causa da pandemia da covid-19, a empresa tecnológica passou a oferecer gratuitamente o Teams às escolas e organizações sem fins lucrativos.

SKYPE

O Skype é um serviço de comunicação através da Internet, lançado em 2003. O Skype foi adquirido em 2005 pelo eBay (pelo valor de 2.6 mil milhões de dólares) e, em 2011, foi novamente vendido, desta feita para a Microsoft (por uma verba a rondar os 8.5 mil milhões de dólares). É o sistema de comunicação remota mais conhecido e conta com cerca de 560 milhões de utilizadores no mundo.

O Skype é um sistema que permite comunicações via Internet, sejam elas chamadas de voz e vídeo de forma gratuita. O Skype é oferecido em duas modalidades: o Skype (para os utilizadores individuais) e o Skype for Business (mais vocacionado para as empresas).

Fake news

O QUE SÃO FAKE NEWS 

As “fake news” são histórias falsas ou sensacionalistas que aparentam ser notícias ou relatos verdadeiros e que são disseminadas na Internet (nomeadamente através das redes sociais) com o propósito de influenciar (emocional ou politicamente) as pessoas ou prejudicar reputacionalmente algo ou alguém.

Segundo a Associação Portuguesa de Imprensa (API), há dezenas de sites (estima-se que entre 40 e 50) a produzir conteúdos falsos (vulgo “fake news”) em Portugal. Depois existem também perfis e grupos falsos nas redes sociais (sobretudo no Facebook), ajudados por software próprio, que as disseminam.

COMO SE PODE PROTEGER DE FAKE NEWS (QUE SÃO TÃO USUAIS NAS REDES SOCIAIS)

  • As páginas inseguras/falsas apresentam endereços muito semelhantes aos sites legítimos, mas com algumas diferenças. Por isso, deve procurar símbolos, letras ou números que não deviam estar incluídos no endereço. Por exemplo, compare: www.facebook.com com www.faceb00k.com ou com www.face_book.com ou ainda com www.face2book.ch
  • Deve, ainda, procurar erros gramaticais ou incongruências na linguagem usada.
  • Por fim, deve estar alerta para notícias/promoções que sejam boas (ou más) demais para serem verdade e/ou que despertem emoções fortes nos leitores/destinatários, dado que podem deixar perceber uma tentativa de manipulação.
  • Para além disto, e olhando para o Google Chrome, as páginas de Internet legítimas costumam apresentar um cadeado fechado antes do endereço web da página.

Mas importa ter presente que estas são apenas algumas estratégias e que não são, em si mesmas, à prova de bala, pelo que os internautas deverão estar atentos a todos os sinais e atuarem com o máximo de reservas.

Passo a passo no Facebook: botão i no canto inferior direito da foto:

  1. Confirmar com o https:// – Para verificar o protocolo deve clicar duas vezes com o botão esquerdo do rato para tornar aquela informação visível.
  2. Serviço de verificação de sites da Google: (i) introduzir o endereço a confirmar e (ii) verificar o relatório de transparência produzido pela Google.
  3. Confirmar no site da DECO PROTESTE se há (ou não) outras queixas relacionadas com aquele site / conteúdo / publicidade.
  4. Verificar a credibilidade do autor da notícia / publicação / publicidade.
  5. Procurar republicações de notícias ou imagens datadas.

No essencial, a confirmação da veracidade das informações deve passar pela consulta de várias fontes e de páginas fact checkers (como é o caso do Polígrafo da SIC e do Observador). Também o Twitter, o Facebook e a Google (inclusive através do YouTube) dispõem de uma série de funções para ajudar as pessoas a lerem notícias provenientes de fontes credíveis.